sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Prefeito de Barra do Corda e mulher estão foragidos

Do blog do Décio


O prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim (PV), e a primeira-dama do município, Francisca Teles de Sousa, a “Satninha”, são dois dos três foragidos da operação “Astiages, o Saqueador de Cidades”, deflagrada na manhã desta quinta-feira no município.
Avião da família Teles em Barra do Corda apreendido durante "Operação Astiages"
O outro foragido é o lobista João Batista Magalhães, que teria ligações com o vice-governador Washington Luiz Oliveira (PT). Outras nove pessoas estão presas, algumas já Superintendência da PF em São Luís. Os delegados não informa os nomes de nenhum dos presos e foragidos porque o processo corre em segredo de justiça. O blog conseguiu a lista junto a fontes do meio jurídico (veja abaixo).
Estão presos os filhos de Nenzim, Pedro Teles e Sandra Teles; o genro, Inamar Araújo Medeiros; e a nora, Janaína Maria Simões de Sousa. A operação foi realizada apenas para desbaratar a “organização criminosa” que tinha o núcleo familiar comandado pelo prefeito como líder.
Segundo a PF, somente os dois cabeças da quadrilha – possivelmente Nenzim e o filho Pedro Teles – movimentaram mais de R$ 50 milhões nos últimos anos. O dinheiro seria originário da Prefeitura de Barra do Corda.
A PF aprendeu um avião, um helicóptero, relógios e carros de luxo dos acusados. Os delegados que participam da operação classificaram de “casas de cinema” as residências da família Teles em Barra do Corda.
Os outros presos são os “laranjas” Moacir Mariano da Silva, Luis Marques de Sousa, o “Luisinho da Cemar”, Gilson da Silba Oliveira, Quintino Gomes da Silva, o Peba (laranja), e José Aucivan da Silva. Eram usados para lavar dinheiro da “organização criminosa”.
A operação recebeu o nome de “Astiages” em referência a um Rei Medo (império da Média-Pérsia) que governou de 585-550 depois de Cristo. Astiages, em grego, significa “destruidor de muralhas”, mas em babilônio significa “saqueador de cidades”, e seu nome ainda deriva do Deus de Marte, que assolava e destruía cidades de 747 a 557 a.C.
Veja a relação abaixo. Em vermelho os foragidos:
Manoel Mariando de Sousa (Nenzim) – prefeito
Francisca Teles de Sousa (esposa)
Sandra Maria Telis de Sousa (filho)
Inamar Araújo Medeiros (genro)
Pedro Alberto Telis (filho)
Janaína Maria Morena Simões de Sousa (nora)
João Batista Magalhães (lobista)Moacir Mariano Silva (laranja)
Luís Marques de Sousa, o Luizinho da Cemar (laranja)
Quintino Gomes da Silva, o Peba (laranja)
Gilson da Silva Oliveira (laranja)
José Aucivan da Silva (laranja).

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